Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste.
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio
Convocando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincavam e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa.
Pinturas de Armanda Passos, minha pintora preferida.
terça-feira, 5 de abril de 2011
" TE "
Não sei bem o quê, quem, quando, onde.
Mas
quero...tanto.
Dói de tanto querer, desejar, ter, possuir.
Dor quente,
linda, frenética, intolerável de meiga e
agressiva...
Quero...
Preciso...
Te, a ti, para ti, de ti...para
mim.
Afinal é de ti...
Afinal...quero-te.
Poder-me-ei permitir a tal
veleidade?
Poder-me-ei ofertar com tal prémio?
Poder-me-ei ofertar...a
ti? Querer-me-ás? Merecer-me-ás?
Não quero saber...não me
interessa.
Afinal que diferença faz o quê, o quem, o quando, o onde, se,
apenas...quero.
Quero porque sei que existo.
A ti, porque és a prova da
minha existência. Inexoravelmente.
Mas
quero...tanto.
Dói de tanto querer, desejar, ter, possuir.
Dor quente,
linda, frenética, intolerável de meiga e
agressiva...
Quero...
Preciso...
Te, a ti, para ti, de ti...para
mim.
Afinal é de ti...
Afinal...quero-te.
Poder-me-ei permitir a tal
veleidade?
Poder-me-ei ofertar com tal prémio?
Poder-me-ei ofertar...a
ti? Querer-me-ás? Merecer-me-ás?
Não quero saber...não me
interessa.
Afinal que diferença faz o quê, o quem, o quando, o onde, se,
apenas...quero.
Quero porque sei que existo.
A ti, porque és a prova da
minha existência. Inexoravelmente.
NÁUFRAGO
No entardecer
Misturam-se as cores do arrebol
Espalhado sobre as águas calmas
De uma casual utopia…
Do sereno
As lágrimas se pranteiam
E fria a lua da noite se apossa
Do véu no céu azulado
E como encanto
Passeia por sobre os mares!
O vento alvoraçando as vagas
Ondula no meu olhar sereno,
Preso na escuridão do mar
Além…
Enquanto a saudade
No meu peito navega:
Eis em mim um náufrago
De ninguém que se apega
A escombros fragmentados de solidão,
Buscando distante
Da imensidão que de mim se afasta,
O brilho do teu olhar
Qual farol piscante ao longe
Que de mim se despede…
E depois se apaga!
Misturam-se as cores do arrebol
Espalhado sobre as águas calmas
De uma casual utopia…
Do sereno
As lágrimas se pranteiam
E fria a lua da noite se apossa
Do véu no céu azulado
E como encanto
Passeia por sobre os mares!
O vento alvoraçando as vagas
Ondula no meu olhar sereno,
Preso na escuridão do mar
Além…
Enquanto a saudade
No meu peito navega:
Eis em mim um náufrago
De ninguém que se apega
A escombros fragmentados de solidão,
Buscando distante
Da imensidão que de mim se afasta,
O brilho do teu olhar
Qual farol piscante ao longe
Que de mim se despede…
E depois se apaga!
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