Canta o coro em frenesim
Lembrando a fé distante.
Coração radiante
Desses tempos de alecrim,
A música radiante…
Cintilando aos tempos
Resistindo ao desgaste
Cantando.
Penetrando e enchendo
De amor e contratempo
Lembrando…
Do órgão ao cravo
Apaixonado!
Vai o artista mostrando
Cantando,
O seu som vibrando
Improvisado!
Onde nasceste, ó som da gloria
Fruto do trabalho do operário
Que sem bitola
Te imola !
Te eterniza!
Porque passeias no tempo
Oh viajante do passado!
Escravizando o poeta,
Impondo-lhe a meta
Fazendo-o amar sem ser amado!
Assim serás sempre
Por esses tempos fora !
Única e formosa
Brincando…
Cintilando…
Pinturas de Armanda Passos, minha pintora preferida.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O PIRILAMPO E O SAPO
Lustroso um astro volante
Rompera as humildes relvas:
Com seu voo rutilante
Alegrava à noite as selvas.
Mas de vizinho terreno
Saiu de uma cova um sapo,
E despediu-lhe um sopapo
Que o ensopou em veneno.
Ao morrer exclama o triste:
--Que tens tu de que mi acuses?
Que rime em meu seio existe?
Respondeu-lhe: - Porque luzes?
Rompera as humildes relvas:
Com seu voo rutilante
Alegrava à noite as selvas.
Mas de vizinho terreno
Saiu de uma cova um sapo,
E despediu-lhe um sopapo
Que o ensopou em veneno.
Ao morrer exclama o triste:
--Que tens tu de que mi acuses?
Que rime em meu seio existe?
Respondeu-lhe: - Porque luzes?
AFORISMO
Havia uma formiga
compartilhando comigo o isolamento
e comendo juntos.
Estávamos iguais
com duas diferenças:
Não era interrogada
e por descuido podiam pisá-la.
Mas aos dois intencionalmente
podiam pôr-nos de rastos
mas não podiam
ajoelhar-nos.
compartilhando comigo o isolamento
e comendo juntos.
Estávamos iguais
com duas diferenças:
Não era interrogada
e por descuido podiam pisá-la.
Mas aos dois intencionalmente
podiam pôr-nos de rastos
mas não podiam
ajoelhar-nos.
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